quinta-feira, 29 de outubro de 2009

• [...] •

É noite
O jovem sonhador a observar da janela
o negro céu que o envolve
nas profundezas do infinito.
Súbito, ele mergulha!
Por entre as estrelas tremeluzentes
pairam incontáveis
sonhos esquecidos,
palavras atiradas ao vento,
poemas não escritos...
E ao longe, bem lá no fundo
brilha algo
é uma palavra.
O sonhador - extasiado - nada em sua direção...
Está se aproximando...
...
- o brilho agora é intenso -
...
acorda.

Paradoxos

Medo é uma coisa engraçada, pois te dá forças para resistir a qualquer coisa...
Nós, seres humanos, diga-se de passagem, somos engraçados, diria até mesmo... irônicos, afinal, sonhamos com um mundo de paz e, no entanto, matamos por uma vida de conforto...

O q nos traz à ideia de estarmos 'agindo como tolos caindo mortos p continuarmos vivos'

by.: Seth Van Lorien

terça-feira, 27 de outubro de 2009

domingo, 25 de outubro de 2009

Fragmentos de uma entrevista

A gadanha?
Uso-a mais pelo visual, adoro ver suas expressões de assombro no momento derradeiro
*ri sarcasticamente*
Mas as almas, tolho é com as mãos
e deito-as docemente em meus ombros.
Por vezes comparo-me àquilo que chamam amor.
Nunca se sabe quando chega até que lhe arrebate!


by.: Seth Van Lorien

Dos Valores

Cada um é tão saudável quanto se sente, há doentes radiantes em função do prazer em viver cada segundo até pouco antes do fim, ao passo que há muitos saudáveis definhando, auto-torturam-se apenas pelo medo de sofrer.
Não sabemos dar valor à vida, tampouco apreciar a morte. Que fazemos nós neste mundo?

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Um Encontro




Um jovem sonhador sentado num banco em um bosque, quando surge uma estranha de vestido negro carregando uma sombrinha - seus passos eram suaves como a brisa

-Quem és tu andarilha?
Ao que ela para e responde impassível
-Sou o temor dos fracos, a preocupação dos vivos, um prêmio para aqueles que sofrem ou a glória para os nobres guerreiros...
-Sou o futuro de todos!
Sorri gentilmente
-E tu quem és?
-Pensava que tudo soubesses...
-Tolo... que graça teria isso? Sei apenas o suficiente...
-Hm... até que faz sentido - responde ele pensativo - bem, eu? Sou apenas alguém que sonha
-Compreendo... você apenas vive...

Ficam ambos em silêncio, a observarem-se, o sonhador com um olhar curioso - uma mistura de espanto e entusiasmo - ao passo que a estranha mantém-se impassível

Rompe-se o silêncio
-Tudo bem, podes levar-me agora, irei satisfeito - declara com ar triunfal o sonhador
-Perdão?
-Percebo que também tu tens alma!
Sorri amigavelmente, no que a outra lhe retribui
-Sim, também eu possuo uma alma
E põe-se novamente a caminhar, lentamente
-Não vais levar-me - questiona o jovem sonhador, um tanto confuso
Sem parar ou olhar para trás responde a dama:
-Não... ainda não...
-Então... o que a trouxe aqui?
Ainda caminhando - seus passos sempre suaves - um tom grave lhe assume a voz, no que responde meio que para si mesma
-Queria descansar um pouco... sim, só isso

Desaparece na neblina






by.: Seth Van Lorien






• Uma Visita Breve •


Uma cadeira de balanço

embalando

sozinha

Ante um espelho

Sob um relógio

parado.








by.: Seth Van Lorien

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Guerra: coisa do passado?

Bombas e mísseis "de teste" lançadas "no nada" matando centenas de inocentes (engraçado como há gente nesse nada, não?), tiros pipocando a cada esquina, pessoas matando-se até mesmo a pedradas, corpos decompondo-se ao ar livre...
O ódio é coletivo, a violência instintiva e as pessoas indiferentes...

E depois criticam-me por aludir a uma guerra que não existe. Dá pra acredita? ¬¬'

Inconformidade

Por que devemos seguir a um padrão?
Por que devemos nos preocupar tanto em agradar a outrem, ou com o que vão pensar sobre nós?
Por que não podemos apenas sermos nós mesmos, indivíduos, em si pensantes, não essa massa subserviente?
(Não podemos viver!)
Por que as pessoas têm medo de questionar?
- aos outros e a si mesmos.
O por quê dessa vida medíocre nessa sociedade estúpida e seus falsos ideais de liberdade e democracia?


- cada vez mais perguntas...-

by.: Seth Van Lorien

• Definição •

Astronauta - alguém que não aprendeu a sonhar.
Que graça há em se viajar ao espaço quando o universo é muito mais bonito visto da janela de um quarto?

domingo, 18 de outubro de 2009

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Laranjas Podres...

Qual o principal problema da humanidade?
Ânsia por poder e destruição, ganância querer se ter mais do que se pode controlar?
Queremos sempre mais e quanto mais possuímos mais nós queremos.
O homem é corruptível, corrompe a si e a seus semelhantes. Ambição, egoísmo, arrogância, prepotência, julgamos saber de tudo e tudo podermos explicar, julgamo-nos superiores às demais criaturas, mas afinal, se somos criaturas da natureza, o que faz de nós melhores do que as outras, melhores do que a própria natureza? Nada!
O homem está cada vez mais absorto na própria ignorância, cego, quanto mais pensa estar evoluindo, mais regride. Criamos coisas demais, vivemos em função destas e não temos tempo para nós mesmos. Tolos que avançaram apressadamente, pobres ignorantes (pretenciosos) que se julgam racionais! Racionais...
A vida do ser humano consiste na busca pela felicidade, por algo que dê sentido à sua vida, e está disposto a matar por isso, então culpa-se Deus por suas desgraças, ou ainda, usa-O como desculpa por seus crimes, afinal, não gostamos de assumir a responsabilidade por nossos próprios atos, covardia e dissimulação são algumas de nossas grandes 'virtudes'. Comodismo, vaidade extrema, falsidade e o louco, frenético e alucinado consumismo, são outras. Aliás, eis aqui um fato interessante, vivemos numa sociedade supostamente monoteísta, mas cultuamos, todavia, dois deuses, sendo este segundo até mais poderoso, pois todos acreditam em seu poder e são capazes de dar a vida por ele. Dinheiro é o seu nome, mais valorizado que o ar, mais valorizado do que a própria vida!
Enfim... são tantos os problemas que você provavelmente dirá: "É impossível definir o principal problema da humanidade, são inúmeros e, não obstante, estão todos interligados". Contudo, não é assim tão difícil, o maior e principal problema da humanidade é a própria criatura humana em si, e por isso ela nunca mudará...


by.: Seth Van Lorien

• Do Amor •

O amor certamente é bem mais
Bem mais que possuir ou ter
O amor quer somente amar
O amor quer somente ser

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Devaneios de uma Morte de Férias




Ei-la novamente - A Morte
Sentada sob uma árvore, ao alto de uma colina
Num entardecer de outono
Apreciando o crepúsculo
O vento a murmurar - irrequieto
Um perfume doce no ar...
Uma folha pende, suavemente


Carregada pelo vento


- sem rumo -


A Morte observa - um leve sorriso lhe tange a face



"Assim caminha a humanidade"



Suspira e, com novo sorriso, meneia a cabeça



"Tolas criaturas... tão ingênuas, tão inúteis - ignorantes - e, não obstante, tão prepotentes, pensam saber tudo sobre a vida - sobre tudo - e realmente acreditam que o mundo precisa delas..."



A folha enfim cai por terra
- o vento murmura qualquer coisa -
A Morte a fitá-la
Sua expressão, um misto de perplexidade e ironia
- um calafrio lhe percorre os ossos -



"Em pensar que o ciclo possa se repetir..."



Anoitece.





by.: Seth Van Lorien

•••

Todos temos o poder de mudar o mundo, entretanto esse poder não é convertido em vontade, pois quando temos a oportunidade de fazer o que é certo, acabamos por deixar de lado nosso objetivo, afinal nós, criaturas humanas, fomos acostumados a não acreditarmos em nós mesmos, tampouco pensar por conta própria

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Ficção X Mundo Real

Quando eu era criança, ouvia com frequência, histórias sobre o mundo no futuro, falavam de máquinas por todos os lados, armas luminosas super potentes, robôs que tomariam conta da sociedade...
O mundo que vejo hoje não é muito diferente, abarrotado de máquinas barulhentas, poupando-nos do menor esforço, bombas estourando à cada esquina - mortes - as pessoas cada vez mais parecidas com robôs, desprovidas de sentimentos ou sensibilidade, qual possuíssem um chip, com falas e ações programadas...

A única diferença é que aquele primeiro parecia mais bonito

by.: Seth Van Lorien

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Da Indiferença

A menina conta seu pesadelo à mãe
"...e havia pessoas dormindo nas ruas, cobrindo-se apenas com papelão, crianças - como gatos - revirando lixo para sobreviver, pessoas pobres e inocentes sendo mortas enquanto gente rica e poderosa apenas ri de tudo aquilo..."
No que a mãe lhe responde impassível:
-Não foi pesadelo, minha querida, nós só fomos até a cidade fazer umas compras.

domingo, 11 de outubro de 2009

Meta...

Quando filósofos formulam pensamentos, teorias - perguntas - e tentam disseminá-las, é com o objetivo único de fazer com que nossos princípios e questionamentos não se percam na transitoriedade da vida. Queremos criar - e se possível deixar para o mundo - alguma coisa que dure mais do que nós próprios, efêmeras criaturas humanas.

(Assim também ocorre com os artistas e as crianças ao reproduzirem aquelas imagens lúdicas, oníricas, pois até mesmo a simples e ingênua arte das crianças é única e eterna...)

Da Nossa Existência

Não vivemos, apenas existimos, vagando por esta terra, perdidos - sem saber para onde ir, ou o que queremos - deixando apenas o nosso legado por onde passamos...

- Um legado de destuição... -

• Moral da História •

Criaturas humanas...
Não vivemos e, por isso, queremos destruir tudo aquilo que vive...


by.: Seth Van Lorien

• Anjo da Morte •

Aquela foice gélida
(até parece um sorriso)
Pairando, terna, na imensidão do céu noturno...
O vento traz consigo uma risada
- irônica
Ouve-se o badalar
- distante -
de um relógio...
...parado.
by.: Seth Van Lorien

•••

Às vezes
Deparo-me com um estranho ante o espelho
Fico a observá-lo - perplexo - sem compreendê-lo
Mas logo tranquilizo-me, pois percebo
Que também ele não me compreende

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Erro de fabricação

Criaturas humanas
Estas que olham mas não vêem
Escutam sem ouvir
Tocam e não sentem
- não sentem nada! -
Por que, então, choram?
Que direito têm?
Essas criaturas insensíveis...
Estúpidas, repugnantes!
Vazias...

(Por que sinto-me tão humano?)


by.: Seth Van Lorien

• Lago ao luar •

A vida
Qual imagens refletidas
Num lago -
ao luar...

• Mistérios da Noite •

O vento noturno a rir sarcasticamente
A lua me observa - irônica.
E as árvores - impassíveis -

apenas escutam...
(elas ouvem tudo)
Penso que eles têm algo a me revelar

•••

O que é o capitalismos senão um vendedor de ilusões?
Um meio de a sociedade fazer-nos acreditar que todos podemos ser iguais (perante a sociedade) Iguais, porém, a modelos pré-estabelecidos por ela. Todavia, para isso precisamos consumir, precisamos comprar! Seja comprando idéias, padrões, estilos de vida, esperanças ou personalidades - comprando a si próprio...
Enfim, a questão é: só faz parte da sociedade (as pessoas legais) quem consome e quem se submete às suas regras e padrões...

Inversão de valores

Nossas criações voltam-se contra nós, tudo aquilo que antes fora criado para facilitar nossas vidas (nos servir), torna-se agora aquilo de que dependemos para viver e que governa nossas vidas: as máquinas, o dinheiro, a economia e até mesmos a sociedade - por exemplo

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Estigma

Se indivíduos são produtos de relações sociais, por que será que na sociedade surgem seres avessos à ela? A que "categoria especial" esses indivíduos pertencem?
Temos um destino a seguir, o de sermos nós mesmos, bem como o de encontrarmos a nós próprios, pois só assim encontraremos a verdadeira felicidade. No entanto, a sociedade se torna um confronto perpétuo entre o nosso destino individual e a massificação de um destino geral.
Anti-socialidade, misantropia, ou qualquer que seja a denominação, é a marca dos seres destinados a preservar o que há de mais profundo em si mesmos e a não ser apenas mais uma pobre criatura moldada pelos padrões da sociedade.
A sociedade é a fragmentação da personalidade própria, a negação da nossa existência, afinal, uma vez entregues aos seus desígnios nos tornamos seres sem alma, cegos, mergulhados cada vez mais mais na ignorância. Tornamo-nos, cada vez mais, criaturas humanamente desumanas, mesquinhos e desprezíveis, menosprezando a arte, a genialidade, e o amor próprio, bem como o amor ao próximo, e deificando cada vez mais o dinheiro e todas as coisas pelas quais matamos sem nos questionarmos...

• Transitório •

A chuva
Tal qual a vida...
Parece nunca ter fim

E num instante...
se acaba!

Medo

Vivemos numa sociedade capitalista, extremamente consumista, eu diria mesmo egoísta, na qual pessoas matam por uma vida de conforto, poder, dinheiro e status. Uma sociedade onde o dinheiro torna-se mais importante que o próprio ar e, no entanto, é a mais destrutiva das drogas.
Enquanto uns poucos detêm inúmeras propriedades de terra - muitas das quais sequer são utilizadas - pelo simples prazer de se dizer "eu tenho" ou "Eu sou dono!", milhares de pessoas vivem debaixo de pontes, sobrevivendo do que encontram nos lixos, completamente menosprezadas pela sociedade como se fosse de algum modo inferiores aos demais...
Entretanto, o que faz de uma pessoa melhor do que outrem? Um carro de luxo, talvez? Ou seria uma roupa de grife? Ou ainda, ter uma mansão com dez suites e uma cozinha de 1 milhão de dólares?
É... não sei...
Mas se essas pessoas são assim tão poderosas, tão "superiores", por que vivem sob a proteção de seguranças, escondidos atrás de muros com 6 metros de altura, ou ainda dentro de carros blindados, atrás de vidros escuros?
A resposta não é tão difícil
- Porque têm medo! -
Sim, medo, pois no fundo sabem que apesar de suas roupas caras, seus carros de luxo, suas mansões e de sua boa aparência, eles nada mais são além de pessoas, pessoas como todas as outras. Sabem também que se aquelas pessoas, as quais eles julgam inferiores, se dessem conta disso, eles perderiam tudo, o que talvez explique a sua soberba e prepotência, uma forma de auto-afirmarem-se superiores e de mascarar o seu medo ante a sociedade.
Contudo, não os culpo, afinal são apenas seres humanos...

• Da Sabedoria •


Uma pétala de flor ou uma folha de outono podem conter e revelar mais coisas do que todos os livros e terorias científicas...